Indicado ao Oscar, "Lixo Extraordinário" mostra a relação entre arte, lixo e realidade brasileira
Filmado ao longo de dois anos (agosto de 2007 a maio de 2009), Lixo
Extraordinário acompanha o trabalho do artista plástico Vik Muniz em um
dos maiores aterros sanitários do mundo: o Jardim Gramacho, na
periferia do Rio de Janeiro. Lá, ele fotografa um grupo de catadores de
materiais recicláveis, com o objetivo inicial de retratá-los. No
entanto, o trabalho com esses personagens revela a dignidade e o
desespero que enfrentam quando sugeridos a reimaginar suas vidas fora
daquele ambiente. A equipe tem acesso a todo o processo e, no final,
revela o poder transformador da arte e da alquimia do espírito humano.
elenco:
Tiaõ (Sebastiao Carlos dos Santos)Tiaõ is the young, charismatic President of ACAMJG (the Association of Recycling Pickers of Jardim Gramacho), a co-operative to improve the lives of his fellow catadores. Inspired by the political texts he found in the waste, Tiaõ had to convince his co-workers that organizing could make a difference. Tiaõ has been picking since he was 11 years old. |
|
Zumbi (Jose Carlos da Silva Bala Lopes)Zumbi is the resident intellectual. When he sees a book, he doesn't see just recycling paper. He has kept every book he's ever found on the landfill, and has started a community lending library in his shack. He is on the Board of ACAMJG, the Association of Recycling Pickers of Jardim Gramacho. He has been working at Jardim Gramacho since he was nine years old. |
|
Suelem (Suelem Pereira Dias)Suelem has been working in the garbage since she was seven; now she's 18 with two kids and another on the way. She's proud of her work, because she's not a prostitute or involved in the drug traffic, but she'd love to be taking care of children, or even be able to stay home | Isis (Isis Rodrigues Garros)Isis loves fashion and hates picking garbage. When she falls apart she reveals the tragedy that brought her to the dump. |

Um dos artistas plásticos brasileiros mais conhecidos no globo, Vik
Muniz resolveu utilizar sua arte para mudar --literalmente-- a vida de
algumas pessoas. Ele foi ao aterro sanitário Jardim Gramacho, um dos
maiores do mundo, e em parceria com alguns dos catadores de lixo que
trabalhavam por lá, produziu obras de arte com o material recolhido no
local. Todos os ganhos com a venda dos trabalhos foi entregue aos
participantes.
"A criadora" diretora:
LUCY WALKER
Lucy Walker usa técnicas da dramaturgia fílmica para fazer documentários, buscando
personagens memoráveis em mundos que, outrora, seriam completamente fechados a ela.
Além de Lixo Extraordinário , Lucy Walker dirigiu outro documentário que estreou no
Festival de Sundance, “2010: Countdown to zero”, um filme aterrorizante sobre a atual
ameaça de terrorismo e proliferação nuclear.
Seu filme anterior, “Blindsight”, estreou em Toronto e recebeu prêmios do público na
Berlinale - Panorama Publikumspreis, Ghent, AFI e festival de Palm Spring, e indicações de
Melhor Documentário no Grierson Awards 2007 e no British Independent Film Awards.
“Blindsight” segue a jornada emocional de seis adolescentes tibetanos cegos que escalam
o lado norte do Monte Everest com o seu herói, o alpinista cego americano Erik
Weihenmeyer, e com o professor Sabriye Tenberken, que fundou a Braille Sem Fronteiras,
a única escola para cegos no Tibete.
O primeiro documentário de Lucy Walker, “Devil’s Playground”, analisou as lutas dos
adolescentes Amish durante o período de experimentação (rumspringa). O filme estreou
em 2002 no Festival de Sundance e ganhou prêmios no Karlovy Vary e festival de Sarasota,
além de três indicações ao Emmy como Melhor Documentário, Melhor Diretor e Melhor
Edição, e a indicação de Melhor Documentário no Independent Spirit Award.
Lucy Walker dirigiu a série da Nickelodeon “Blue's Clues", pela qual foi indicada duas vezes
para o Emmy de Melhor Direção de Programa Infantil. A diretora também ganhou vários
prêmios por seus curtas-metragens.
Walker cresceu em Londres, na Inglaterra, onde fez seus primeiros trabalhos como
diretora, tais como peças na escola. Durante a faculdade, na Universidade de Oxford, ela
seguiu o mesmo caminho e suas peças ganharam prestigiosos prêmios da Oxford
University Dramatic Society. Após graduar-se com um Bachelor of Arts (BA) Hons e um
Master of Arts (MA) Oxon em Literatura, ela ganhou uma bolsa para participar da New
York University's Graduate Film Program, onde ganhou seu Master of Fine Arts (MFA).
Enquanto estava na NYU, ela também foi DJ, período no qual ela conheceu Moby,
responsável pela música de Lixo Extraordinário.
JOÃO JARDIM – CODIRETOR
Nascido em 1964, no Rio de Janeiro, João Jardim, formou-se em Jornalismo pela Faculdade da Cidade e estudou cinema na Universidade de New York. No início da sua carreira trabalhou como assistente de direção nos longas "Faca de Dois Gumes", de Murilo Salles, "Dias Melhores Virão", de Cacá Diegues, e "Moon Over Parador", de Paul Mazursky. Na Rede Globo, na década de 90, integrou o núcleo do diretor Carlos Manga, atuando como editor das minisséries "Memorial de Maria Moura" e "Agosto" e como diretor de "Engraçadinha". Ainda para a TV, dirigiu os documentários "Free Tibet" e "Terra Brasil" – este último premiado no Festival de Televisão de New York – e editou "João e Antônio", especial com Tom Jobim e João Gilberto e a série "Caetano Veloso", "50 Anos", de Walter Salles. Entre outros trabalhos como editor destaca-se o documentário "1930, Tempo de Revolução", de Eduardo Escorel.
O primeiro longa-metragem de João Jardim, "Janela da Alma" (2002), em parceria com Walter Carvalho, surpreendeu a todos por sua temática incomum: a visão. O documentário se tornou o oitavo lugar daquele ano nas bilheterias brasileiras, ficando em cartaz por 48 semanas - um recorde em se tratando de documentários. O diretor ainda levou para casa oito prêmios, entre eles os de Melhor Documentário da Academia Brasileira de Cinema, da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo e dos festivais internacionais Message to Men (Rússia) e Ecocinema (Grécia).
Quatro anos mais tarde, João Jardim repetia o sucesso de público e crítica com "Pro Dia Nascer Feliz" (2006) agraciado com dez prêmios – incluindo três de Melhor Documentário na Mostra de São Paulo (júris oficial, popular e da juventude) e três entre os mais importantes do Festival de Gramado: dois de Melhor Filme (crítica e júri popular) além do Prêmio Especial do Júri.
Nos últimos anos João dirigiu alguns episódios da série de "Por toda a minha vida", para a Rede Globo, sobre Nara Leão, Elis Regina, Raul Seixas e Dolores Duran. Os programas sobre Elis e Nara Leão foram indicados ao Prêmio Emmy Internacional respectivamente em 2007 e 2008 na categoria Melhor Programa de Arte. Atualmente, trabalha no lançamento de seu novo longa-metragem, "AMOR?", sobre relações afetivas que envolvem violência.
KAREN HARLEY – CODIRETORA
Karen Harley dirigiu vários documentários curta-metragens sobre artistas brasileiros como Ernesto Neto em "Nós pescando o tempo"; um retrato biográfico do artista Leonilson intitulado "Com o oceano inteiro para nadar" (Melhor Curta no Festival do Rio, em 1997); e "Comfundo", sobre Marcos Chaves.
Como editora Karen trabalhou vários cineastas, entre eles, Cacá Diegues em "Tieta" e Fábio Barreto em "O Quatrilho", que recebeu uma indicação ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 1995. Com Mika Kaurismaki, Karen editou "Moro no Brasil" (2002), "Honey Baby" (2003) e "Brasileirinho" (2005).
Em 2001, ela trabalhou com os diretores João Jardim e Walter Carvalho no premiado "Janela da alma". Em 2005, editou "Cinema, Aspirinas e Urubus", do diretor Marcelo Gomes que estreou na Mostra "Um Certo Olhar" do Festival de Cannes de 2005. O filme ganhou mais de 30 prêmios, incluindo Melhor Montagem, para Karen, do Brazilian Film Academy. O "Baixio das Bestas", de Cláudio Assis, ganhou o Tiger no Rotterdam Film Festival de 2007. Mais recentemente, em 2009, ela trabalhou com Karim Ainouz e Marcelo Gomes em "Viajo porque preciso, volto porque eu te amo", que foi lançado no Festival de Veneza, e premiado como Melhor Filme no Festival de Cinema de Cuba e no Festival Santa Maria da Feira, Portugal, no mesmo ano. Lixo Extraordinário é o primeiro longametragem de Karen Harley como diretora.
algumas das obras de Vik Muniz
















Nenhum comentário:
Postar um comentário