quarta-feira, 22 de agosto de 2012

MARIO TIMM


Artista Plástico :   MARIO TIMM Joinville sc BRASIL




nao encontrei muita coisa sobre mario timm, mas só olhando para essas obras já se ve que ele é um ótimo artista... vou continuar pesquisando e quando eu  conseguir algo eu volto a postar aqui... bjs

Artista plástico mirim



      Artista plástico mirim    Nathan Santos Silveira     Expõe na Câmara Municipal com apoio do Vereador Dinho                           Nathan Santos Silveira, nascido 23 de junho de 1999, é natural de Florianópolis e morador da Fazenda do Rio Tavares. Desde os dois anos é pintor e sua obra impressiona a todos que tomam contato com ela. O artista plástico já é reconhecido internacionalmente, pois em janeiro de 2011 fez uma exposição de suas obras em Lisboa, Postugal, a convite da Casa do Alentejo. Em apoio ao seu talento solicitei a Câmara Municipal que abrisse espaço na sua Galeria de Artes “Martinho de Haro” para uma exposição comemorativa ao mês da criança.
Nathan é um artista que representa a nova geração das artes plásticas.

....nova geração...SERÁ



terça-feira, 7 de agosto de 2012

FRANKLIN CASCAES

Talento para as artes












O talento de Cascaes foi descoberto na Semana Santa de um ano qualquer da década de 20, quando a Praia de Itaguaçu ganhou uma série de esculturas, retratando a Via Sacra. O respeitado professor Cid da Rocha Amaral, diretor da Escola de Aprendizes e Artífices de Santa Catarina, ficou encantado com o que viu e quis conhecer o autor da proeza. Encontrou um adolescente tímido, que tivera uma rigorosa educação religiosa.

Franklin beirava os 20 anos e nunca havia entrado em uma sala de aula. Seu pai achava que estudar era algo delicado demais e que o homem de verdade tinha que trabalhar na roça. Vencida a resistência paterna, Franklin aproveitou o incentivo para recuperar o atraso e iniciar seus estudos, até que em 1941 tornou-se professor da antiga Escola Industrial de Florianópolis.



“Passei a empregar a arte que estudei. A nossa oficina era cheia de artes. Foi tudo jogado fora, não sobrou nada para contar a história. Na Segunda Guerra foi criada uma oficina para fazer material bélico e a nossa oficina foi jogada no lixo. Quase morri de paixão...”



Nos anos 1940, quando sua idade buscava fervorosamente a novidade e a modernidade invejada por outras cidades, Cascaes, ao contrário, como que pressentindo os novos tempos, correu – na contramão da história, em busca do passado e da tradição secular que começava a entrar no seu ocaso. No sentido contrário ao de seu tempo retornou ao mundo rural, muitas vezes acompanhado de sua amada mulher, Elizabeth.

Durante 40 anos, ele pesquisou diversos temas envolvendo o homem do litoral catarinense e as comunidades pesqueiras da Ilha de Santa Catarina, registrando tudo num trabalho quase arqueológico. Resgatou os fragmentos de uma tradição que já vinha se estilhaçando, com a chegada de um vento mais forte que o nosso vento sul: o do progresso. De forma quase solitária, trabalhou incansavelmente recolhendo as histórias, rabiscando a mitologia, desenhando as formas, moldando as figuras, e mostrando domínio nas várias artes. Só não foi condenado ao insucesso pela persistência teimosa e pelo sentimento de que lidava com o seu próprio passado e com uma tradição que amava.








“Tive que deformar o Barroco porque foi a única forma de dar graça àquela beleza rústica, a figura do colono açoriano. Tive que recriar o Barroco para poder representar as pessoas do interior da ilha. O homem está se destruindo. Ele pensa que é o senhor absoluto da Terra. Não é! Sobre ele está a natureza comandando, ele é exclusivamente um produto da natureza, como são as aves, como são os outros animais”.




FRANKLIN CASCAES
Nasceu em 1908, em Itaguaçu, então município de São José, vindo a falecer em 1983 em Florianópolis. Apelidado de “Seu Francolino” , passou a infância e adolescência entre pescadores e agricultores com quem aprendeu a admirar a cultura açoriana. Além de centenas de desenhos, Cascaes deixou uma acervo de esculturas, maquetes e cadernos com anotações

artista em foco


Duas artistas catarinenses participam de exposição virtual

 

 “Artistas em Foco 2011”

 

 

Longe do espaço físico ditador - Aristas de Santa Catarina destacam-se pela contemporaneidade de suas obras

img Carol Macário
@carolmacario_nd
Florianópolis

Divulgação / ND

"A Árvore da Vida" - Tânia Souza cria seres oníricos com suas mesclas de tintas

Por ter um limite de ocupação, espaços tradicionais de arte – feitos de paredes, teto, carne e osso podem soar às vezes ditadores. A solução em busca da democratização e acessibilidade da arte pode estar então na união com a tecnologia. Essa é a proposta da Nossa Galeria (http://www.ngarteprodutoracultural.com.br), um espaço virtual para exposição de trabalhos artísticos que realiza até cinco mostras por ano com artistas de todo o Brasil. Na exposição mais recente, aberta no dia 1º desse mês, duas representantes de Santa Catarina apresentam suas obras junto com outros nove artistas brasileiros: Raïssa Beatriz, de Tubarão, e Tânia Maria de Souza, de Balneário Camboriú.
As duas catarinenses têm cada uma cinco obras expostas virtualmente e destacam-se pela contemporaneidade de seus trabalhos. “O circuito de arte contemporânea em Santa Catarina é muito fechado e complicado e só entram nos melhores espaços expositivos quem tem padrinhos. Diante dessa dificuldade vislumbrei a galeria virtual como uma oportunidade de mostrar minha produção”, afirma Raïssa Beatriz, 37, que em apenas sete dias de obras na rede, teve retornos de galeristas do Rio de Janeiro, artistas de São Paulo e outros interessados em sua poética peculiar.
Impactante, as telas de Raïssa apresentam mulheres sem cabelo e com hematomas na cabeça. “Sempre desenhei mulheres lindas e com vasta cabeleira, e de alguma forma elas foram se transformando, sendo mutiladas”, conta a artista, que começou a série depois que passou a trabalhar com o sogro, médico especialista em cirurgia de cranioplastia, ajudando-o a produzir peças de titânio que substituem deformidades na cabeça. “Vivemos o mundo da estética, em que as deformidades são vistas com maus olhos. Minhas mulheres continuam lindas”, diz.
Para artista de Balneário Camboriú, Tânia Maria de Souza, 44, o maior ganho é a possibilidade de ter seu trabalho divulgado em todas as partes do mundo. “Espaços tradicionais, como museus e galerias, recebem um número muito pequeno de visitantes. Em geral praças e shopping centers concentram maior público – que nem sempre presta atenção. Mas o mundo inteiro hoje gira em torno do virtual”, diz. Tânia produz abstratos mistos em telas e eucatex, mesclando tipos diferentes de tintas e criando seres oníricos.

Divulgação / ND

As mulheres lindas e mutiladas de Raïssa Beatriz
 Para acessar a exposição “Artistas em Foco 2011”
www.ngarteprodutoracultural.com.br/galeria/artistas-em-foco-2011/artistas-em-foco-2011.html

quarta-feira, 25 de julho de 2012

SILVIO PLETICOS

SILVIO PLETICOS

 nasceu em Pula, na Itália, atual Croácia, em 1924. Estudou arte em Milão em 1940. A Segunda Guerra Mundial o tornou ilustrador do Exército. Após a guerra, retomou os estudos em Zagreb, entre 1947 e 1954. Em 1961, chegou ao Brasil, fixando residência em Ribeirão Preto (SP), depois em Porto Alegre (RS) e Passo Fundo (RS) antes de se fixar em 1977 em Florianópolis, onde passou a ministrar aulas de Desenho e Pintura. Sua primeira exposição foi realizada em Pula, 1952. Outras ocorreram em diversas cidades brasileiras e também na Itália e na Iugoslávia. Participou da Bienal Internacional de São Paulo em 1965, da 2ª Bienal das Artes Visuais de Porto Alegre, em 1972, e da Bienal Nacional de São Paulo em 1976. Atualmente mora em São Jose, na grande Florianópolis. A crítica diz que Pléticos, “ao deixar para traz um continente ainda marcado pela guerra, trouxe consigo o requinte da formação européia e um senso estético apurado. Órfão desde criança, educado em orfanatos, guarda para a vida cotidiana a simplicidade do essencial, e reserva toda a sofisticação para o espaço da tela. É um artista para quem o processo da arte é um continuo de inspiração e influências adquiridas ao longo da vida. Entre a vida e a arte, Pleticos divide o tempo sem sobressaltos. Como professor, estudou os processos criativos em profundidade e por isso acredita que, de forma consciente, pode chegar a inspiração – um daqueles momentos em que sente que toda sua vida e experiência escorre pela ponta do pincel para a tela”. Ocupa a cadeira de número 15 cujo patrono é Ernesto Meyer Filho

ELI HEIL

Nascida em Palhoça (SC), em 1929, Eli aflorou para a arte aos 33 anos, depois de uma grave doença que a deixou de cama por cinco anos. É pintora, desenhista, ceramista, escultora, tapeceira e poeta.



Eli Malvina Heil

  nasceu em 1929, na cidade de Palhoça, Santa Catarina. Viveu sua infância e juventude no município vizinho de Santo Amaro da Imperatriz, tornando-se professora de educação física. Oportunamente, mudou-se para Florianópolis, onde lecionou em um colégio da capital, antes de dedicar-se integralmente à atividade artística.
Pintora, desenhista, escultora e ceramista, escultora, tapeceira e poeta[1], participou de inúmeras exposições no Brasil e no exterior. Realizou um trabalho único, de difícil classificação, que na XVI Bienal Internacional de São Paulo foi catalogado como “Arte Incomum” (Art Brut). “A arte para mim é a expulsão dos seres contidos, doloridos, em grandes quantidades, num parto colorido”.
Em seu processo de criação utilizou os mais diversos materiais (saltos de sapato, tubos de tinta, canos de PVC, etc.) e inventou inúmeras técnicas.
Sua obra constitui-se de mais de dois mil trabalhos e seu acervo pode ser visitado no Museu Mundo Ovo[2], que fica situado em Santo Antônio de Lisboa, na Rodovia SC-401, em Florianópolis

Nestor Jr.



O artista plástico catarinense Nestor Jr. é destaque na Europa

O catarinense Nestor Jr. é destaque do mês de março na publicação mexicana Inkult (http://www.inkultmagazine.com/) – a décima edição virtual carrega em suas páginas artes dos novos talentos da cultura, design e lifestyle mundial. A seção “People” expõe ao longo de oito páginas obras mais recentes do artista plástico, que há seis meses reside/estuda na França.
Seu traço já estampou outras mídias internacionais e, para quem pensa que o trabalho do brasileiro pára por aí, Nestor Jr. fará sua primeira exposição na galeria Appartment 16, em Lyon, prevista para junho – um mês antes do seu retorno ao Brasil. Ainda sem título, a mostra vai reunir suas experimentações enquanto esteve no continente europeu.
Já em agosto, de volta ao país, Nestor tem agendada três exposições individuais: duas em Santa Catarina (Blumenau e Florianópolis) e uma em Minas Gerais (Belo Horizonte). Para conhecer o trabalho do artista, visite http://www.flickr.com/nestorjr/.

 SOBRE NESTOR JR.
Nestor Jr., 27 anos, é um dos artistas plásticos mais respeitados entre os novos nomes das artes de Santa Catarina. Seus contornos e formas são reconhecidos por todo o Brasil, além de se destacarem em veículos de mídia nacionais e internacionais. Desde 2008, participou de diversas exposições individuais e coletivas, com mostras em cidades brasileiras e na Galeria Espai Cromàtic, da Espanha.
Quem vê Nestor Jr. preenchendo suas telas com as cores e formas já características, percebe que o processo de criação do artista é natural. As linhas surgem das mãos com sinceridade, e os temas – com o sexo e os olhos sempre em destaque –, mostram o prazer e a perturbação de se ilustrar um corpo humano que é vivo e híbrido.

terça-feira, 26 de junho de 2012

sergio honorato





 
 
 
Sergio Honorato é um artista plástico, nascido em Criciúma, cidade que faz parte da região com sul de Santa Catarina, na qual uma de suas principais fontes econômicas é a cerâmica.
Tendo em vista essa riqueza em materiais cerâmica de sua região, Honorato começa a fazer trabalhos em mosaico cerâmico. Sendo sua primeira experiência um Painel com releitura da obra Bacco (o deus do vinho) de Caravaggio, que foi doado à empresa CEUSA, que fica localizada no município de Urussanga, e o deus do vinho, foi escolhido para homenagear a cidade, que é conhecida como capital do vinho de Santa Catarina.
Depois deste painel vieram vinte e quatro releituras do maior artista plástico do século XX , Pablo Picasso, que resultaram numa exposição no final de 1999.
No ano de 2000 foi a vez da coleção original “ Raridades Brasileiras” que retratou em mosaico alguns animais em risco de extinção. As obras foram expostas dentro de uma jaula e o público precisou entrar nela para contempla-las. Sensações como, claustrofobia, medo, angustia e depressão foram relatadas pelas pessoas que foram a mostra.
Em 2001 o artista lançou a coleção “Cotidiano” e nela, cenas corriqueiras do dia a dia das pessoas foram fotografadas e depois transformadas em mosaicos.

lixo extraordinário

Indicado ao Oscar, "Lixo Extraordinário" mostra a relação entre arte, lixo e realidade brasileira



Filmado ao longo de dois anos (agosto de 2007 a maio de 2009), Lixo Extraordinário acompanha o trabalho do artista plástico Vik Muniz em um dos maiores aterros sanitários do mundo: o Jardim Gramacho, na periferia do Rio de Janeiro. Lá, ele fotografa um grupo de catadores de materiais recicláveis, com o objetivo inicial de retratá-los. No entanto, o trabalho com esses personagens revela a dignidade e o desespero que enfrentam quando sugeridos a reimaginar suas vidas fora daquele ambiente. A equipe tem acesso a todo o processo e, no final, revela o poder transformador da arte e da alquimia do espírito humano.

 elenco:

Tiaõ (Sebastiao Carlos dos Santos)

Tiaõ is the young, charismatic President of ACAMJG (the Association of Recycling Pickers of Jardim Gramacho), a co-operative to improve the lives of his fellow catadores. Inspired by the political texts he found in the waste, Tiaõ had to convince his co-workers that organizing could make a difference. Tiaõ has been picking since he was 11 years old.

Zumbi (Jose Carlos da Silva Bala Lopes)

Zumbi is the resident intellectual. When he sees a book, he doesn't see just recycling paper. He has kept every book he's ever found on the landfill, and has started a community lending library in his shack. He is on the Board of ACAMJG, the Association of Recycling Pickers of Jardim Gramacho. He has been working at Jardim Gramacho since he was nine years old.

Suelem (Suelem Pereira Dias)

Suelem has been working in the garbage since she was seven; now she's 18 with two kids and another on the way. She's proud of her work, because she's not a prostitute or involved in the drug traffic, but she'd love to be taking care of children, or even be able to stay home  
 

Isis (Isis Rodrigues Garros)

Isis loves fashion and hates picking garbage. When she falls apart she reveals the tragedy that brought her to the dump.
Um dos artistas plásticos brasileiros mais conhecidos no globo, Vik Muniz resolveu utilizar sua arte para mudar --literalmente-- a vida de algumas pessoas. Ele foi ao aterro sanitário Jardim Gramacho, um dos maiores do mundo, e em parceria com alguns dos catadores de lixo que trabalhavam por lá, produziu obras de arte com o material recolhido no local. Todos os ganhos com a venda dos trabalhos foi entregue aos participantes.





"A criadora" diretora: 

LUCY WALKER


Lucy Walker usa técnicas da dramaturgia fílmica para fazer documentários, buscando
personagens memoráveis em mundos que, outrora, seriam completamente fechados a ela.
Além de Lixo Extraordinário , Lucy Walker dirigiu outro documentário que estreou no
Festival de Sundance, “2010: Countdown to zero”, um filme aterrorizante sobre a atual
ameaça de terrorismo e proliferação nuclear.

Seu filme anterior, “Blindsight”, estreou em Toronto e recebeu prêmios do público na
Berlinale - Panorama Publikumspreis, Ghent, AFI e festival de Palm Spring, e indicações de
Melhor Documentário no Grierson Awards 2007 e no British Independent Film Awards.
“Blindsight” segue a jornada emocional de seis adolescentes tibetanos cegos que escalam
o lado norte do Monte Everest com o seu herói, o alpinista cego americano Erik
Weihenmeyer, e com o professor Sabriye Tenberken, que fundou a Braille Sem Fronteiras,
a única escola para cegos no Tibete.

O primeiro documentário de Lucy Walker, “Devil’s Playground”, analisou as lutas dos
adolescentes Amish durante o período de experimentação (rumspringa). O filme estreou
em 2002 no Festival de Sundance e ganhou prêmios no Karlovy Vary e festival de Sarasota,
além de três indicações ao Emmy como Melhor Documentário, Melhor Diretor e Melhor
Edição, e a indicação de Melhor Documentário no Independent Spirit Award.
Lucy Walker dirigiu a série da Nickelodeon “Blue's Clues", pela qual foi indicada duas vezes
para o Emmy de Melhor Direção de Programa Infantil. A diretora também ganhou vários
prêmios por seus curtas-metragens.

Walker cresceu em Londres, na Inglaterra, onde fez seus primeiros trabalhos como
diretora, tais como peças na escola. Durante a faculdade, na Universidade de Oxford, ela
seguiu o mesmo caminho e suas peças ganharam prestigiosos prêmios da Oxford
University Dramatic Society. Após graduar-se com um Bachelor of Arts (BA) Hons e um
Master of Arts (MA) Oxon em Literatura, ela ganhou uma bolsa para participar da New
York University's Graduate Film Program, onde ganhou seu Master of Fine Arts (MFA).
Enquanto estava na NYU, ela também foi DJ, período no qual ela conheceu Moby,
responsável pela música de Lixo Extraordinário.



JOÃO JARDIM – CODIRETOR


Nascido em 1964, no Rio de Janeiro, João Jardim, formou-se em Jornalismo pela Faculdade da Cidade e estudou cinema na Universidade de New York. No início da sua carreira trabalhou como assistente de direção nos longas "Faca de Dois Gumes", de Murilo Salles, "Dias Melhores Virão", de Cacá Diegues, e "Moon Over Parador", de Paul Mazursky. Na Rede Globo, na década de 90, integrou o núcleo do diretor Carlos Manga, atuando como editor das minisséries "Memorial de Maria Moura" e "Agosto" e como diretor de "Engraçadinha". Ainda para a TV, dirigiu os documentários "Free Tibet" e "Terra Brasil" – este último premiado no Festival de Televisão de New York – e editou "João e Antônio", especial com Tom Jobim e João Gilberto e a série "Caetano Veloso", "50 Anos", de Walter Salles. Entre outros trabalhos como editor destaca-se o documentário "1930, Tempo de Revolução", de Eduardo Escorel.

O primeiro longa-metragem de João Jardim, "Janela da Alma" (2002), em parceria com Walter Carvalho, surpreendeu a todos por sua temática incomum: a visão. O documentário se tornou o oitavo lugar daquele ano nas bilheterias brasileiras, ficando em cartaz por 48 semanas - um recorde em se tratando de documentários. O diretor ainda levou para casa oito prêmios, entre eles os de Melhor Documentário da Academia Brasileira de Cinema, da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo e dos festivais internacionais Message to Men (Rússia) e Ecocinema (Grécia).

Quatro anos mais tarde, João Jardim repetia o sucesso de público e crítica com "Pro Dia Nascer Feliz" (2006) agraciado com dez prêmios – incluindo três de Melhor Documentário na Mostra de São Paulo (júris oficial, popular e da juventude) e três entre os mais importantes do Festival de Gramado: dois de Melhor Filme (crítica e júri popular) além do Prêmio Especial do Júri.

Nos últimos anos João dirigiu alguns episódios da série de "Por toda a minha vida", para a Rede Globo, sobre Nara Leão, Elis Regina, Raul Seixas e Dolores Duran. Os programas sobre Elis e Nara Leão foram indicados ao Prêmio Emmy Internacional respectivamente em 2007 e 2008 na categoria Melhor Programa de Arte. Atualmente, trabalha no lançamento de seu novo longa-metragem, "AMOR?", sobre relações afetivas que envolvem violência.

KAREN HARLEY – CODIRETORA


Karen Harley dirigiu vários documentários curta-metragens sobre artistas brasileiros como Ernesto Neto em "Nós pescando o tempo"; um retrato biográfico do artista Leonilson intitulado "Com o oceano inteiro para nadar" (Melhor Curta no Festival do Rio, em 1997); e "Comfundo", sobre Marcos Chaves.

Como editora Karen trabalhou vários cineastas, entre eles, Cacá Diegues em "Tieta" e Fábio Barreto em "O Quatrilho", que recebeu uma indicação ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 1995. Com Mika Kaurismaki, Karen editou "Moro no Brasil" (2002), "Honey Baby" (2003) e "Brasileirinho" (2005).

Em 2001, ela trabalhou com os diretores João Jardim e Walter Carvalho no premiado "Janela da alma". Em 2005, editou "Cinema, Aspirinas e Urubus", do diretor Marcelo Gomes que estreou na Mostra "Um Certo Olhar" do Festival de Cannes de 2005. O filme ganhou mais de 30 prêmios, incluindo Melhor Montagem, para Karen, do Brazilian Film Academy. O "Baixio das Bestas", de Cláudio Assis, ganhou o Tiger no Rotterdam Film Festival de 2007. Mais recentemente, em 2009, ela trabalhou com Karim Ainouz e Marcelo Gomes em "Viajo porque preciso, volto porque eu te amo", que foi lançado no Festival de Veneza, e premiado como Melhor Filme no Festival de Cinema de Cuba e no Festival Santa Maria da Feira, Portugal, no mesmo ano. Lixo Extraordinário é o primeiro longametragem de Karen Harley como diretora.







algumas das obras de Vik Muniz